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Blog do Márcio Américo




Escrito por Márcio Américo às 10h50
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SHOWZACO EM APUCARANA, O STAND UP COMEDY NAO FICOU DEVENDO EM NADA OUTROS CENTROS. A IDEIA DO PROJETO E PRIVILEGIAR COMEDIANTES E HUMORISTAS QUE NAO FACAM PARTE DO PANTEAO DOS STANDUPERS ATUAIS: DANILO GENTILI, OSCAR FILHO, RAFINHA BASTOS, MAS BUSCAR AQUELES QUE TEM MUITO TALENTO E CONTINUAM TRABALHANDO, MESMO AFASTADOS DA GRANDE MIDIA. PARABENS AO FERNANDO BORGHI.

NESTA EDICAO PARTICIPARAM: MARCIO AMERICO, RICHARD GODOY E O PROPRIO FERNANDO.

 

 

 



Escrito por Márcio Américo às 10h49
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stand up marcio americo

show de stand up comedy. (MARCIO AMERICO)



Escrito por Márcio Américo às 02h03
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AMY WINEHOUSE

 Muita, muita merda se falou em razão da morte da Amy Winehouse, mas houve tambem algumas vozes claras e racionais. Uma delas, pro incrivel que pareça veio do vocalista da banda Fresno que falou algo a respeito do mito. O cara (nao sei o nome dele) acertou na mosca ao mostrar que infelizmente ainda persiste o mito do cantor rebelde e d...rogado, e que, ao invés do público, dos amigos, da imprensa deixar claro o quão destrutivo é a heroina e outras drogas, ao inves de deixar claro que o consumo abusivo de qualquer droga, incluisive alcool pode ser fatal, ao inves disto fica-se glamourizando o uso da droga, mitificando, como se fosse algo que tivesse o poder de catapultar o artista a uma casta superior. Seus fãs, não todos, mas muito deles gostavam de ver Amy chapada no palco. Quando ela esteve no Brasil, muitos fãs aplaudiram em aprovação cada vez que ela tomava um gole, mesmo sabendo que aquilo, para ela, era veneno. Na internet abundam comentarios do tipo: adoro a Amy, ela é muito louca!
Não, ela não era muito louca, ela tinha uma doença.
Não há nenhum moralismo em dizer e saber que drogas podem matar, que drogas nao te tornam uma pessoa melhor, pelo contrario, na maioria das vezes te tornam um mala incoveniente pra caralho. Não foram as drogas que fizeram de Janes Joplin, Elvis, Morrison, Rimbaud, Allan Burroughs artistas geniais, foi apenas seu talento, sua visão de mundo, sua forma particular de produzir, eles foram artistas excepcionais apesar da droga e poderiam ter feito muito mais sem ela.
EU já usei drogas de vários tipos, desconheço outras e sei que elas nunca me tornaram uma pessoa melhor. Claro, não vou cuspir no prato que cheirei, tenho que reconhecer que num primeiro momento é muito, muito prazeroso cheirar, fumar, beber, injetar, mas a longo prazo a destruição é inevitável. Hoje em dia não estou limpo porque acho bonitinho, ou porque dá status, estou limpo porque não tenho outra opção, é isto ou acordar em lugares estranhos sem saber como chegou-se ali, é a correr pela madrugada em busca de uma ultima dose, é a cagada mor se materializando na minha frente e eu ingnorando, bocejando pro inimigo. Nao dá. Quando estive em Sao Paulo, dia 16, fiquei no bar com amigos até de madrugada tomando, pasmem, leite! Tenho testemunhas! E, embora o leite seja um otimo alimento, muita gente espantou-se, abriu-se uma clareira que em unissono gritou/disse/pensou: LEITE?
Acho uma bobogem, alias, acho arriscadissimo esta glamurização da droga, como se ela tivesse o poder de transformar voce em alguem mais culto, respeitavel, rebelde... de boa, nenhuma droga faz isto. Usurarios de cocaina, por exemplo, ficam chatos pra caralho, falando sem parar, se movimentando freneticamente pelos ambientes ou ocultando-se, sumindo quando mais se precisa deles. Uma merda.
O pior é que esta banalização do mito, acaba colaborando para que não se quebre esta corrente da droga. Lembro-me do dia em que morreu Raul Seixas, aquele monte de jovens já em pleno desenvolvimento do alcoolismo, correndo pros bares para beber em homenagem ao Raul. De boa, ninguem sadio precisa de uma desculpa pra beber. Só alcoolatras justificam o ato de beber: tá calor, tá frio, tô feliz, tô triste... Estes fãs que glamurizaram o artista drogado desconheciam a situação em que se encontrava o Raul em razao do abuso de alcool e drogas: apático, solitario, doente, desdentado, assustado, paranoico, sofrendo com dores fisicas e psicologicas. Isto não tem glamour algum.
Muita gente tambem fez julgamentos equivocados sobre a Amy, gente que se acha acima do bem e do mal, gente que foi logo apontando as causas de sua morte: desestruturação da familia, fraqueza de caráter, personalidade... enfim, gente que desconhece a dor alheia. Nenhuma familia, na maioria dos casos, é "culpada" pelo filho usar drogas, nem mesmo o usuário é. Trata-se de uma doença e ninguem pode ser acusado de nascer com uma doença. Mas pessoas ignorantes quanto a isto se acham no direito de julgar e nossa explêndida imprensa foi na cola, publicando fotos da cantora sob os efeitos devastadores da droga, dei um google com imagens da Amy para ilustrar est post e lá estao fotos dela suja, quebrada, caida, enfim, uma exposição desnecessária da dor e sofrimento alheio, algo como expor imagens de alunos assassinados.
Li pessoas chamando Amy de lixo humano em razão de sua adicção. De boa, posso enumerar aqui centenas de pessoas que considero lixo humano e que são caretaças: Jose Luis Datena, Hugo Chaves, George Bush, Papa Bento XVI, José Dirceu, Faustão...
Gosto do legado musical que foi deixado pela Amy, sobre sua vida pessoal, nao posso dizer nada, não a conhecia pessoalmente. Só posso falar um pouco sobre esta faceta relacionada sobre drogas por que disto eu entendo, não muito, mas o suficiente pra não falar muita merda.
 



Escrito por Márcio Américo às 15h42
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DESACATO


Este é o nome do meu novo show de stand up comedy. Nele falo tudo que sempre quis falar e não tinha espaço. O Stand up, se bem usado, é uma puta ferramenta para a critica ao sistema. Sou contra o riso pelo riso, criar uma piada pensando apenas no riso. Gosto do riso sardônico. Gosto de pensar que posso fazer as pessoas refletirem um pouco sobre as nossas mazelas do dia a dia. comediantes pra fazer piada pela piada tem bastante, estou tentando fazer algo mais. Neste show falo sobre religião, política, vegetarianismo, drogas, televisão brasileira... procurando fugir dos clichês criados pelo proprio gênero: Preta Gil é feia, Luciana Gimenes é burra, Sao Paulino é viado, Xuxa é sapatão... e por aí vai... não sou contra estes recursos, só acho que podem ser melhor usados, mas para isto é preciso ter algo a dizer. Gosto de pensar que tenho.

 



Escrito por Márcio Américo às 13h38
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MEU AMIGO REINALDÃO

Eu e o Reinaldão em outubro de 1999.
 
Já faz quase um mês que meu amigo Reinaldo Henrique morreu. Um mês antes, mais ou menos, eu havia escrito um texto aqui falando sobre morte, sobre como eu ainda não tinha chorado a morte de ninguém... até o Reinaldo. Foi a primeira vez que a noticia de que alguém morreu mexeu comigo e me fez chorar.
Conheci o Reinaldo em 1988, ele surgiu do nada, como sempre, usava um cabelão meio Black power meio periferia, óculos escuros, botas, e falava que tinha descolado um trampo como crooner de uma banda. Dois anos depois ele me procurou para que eu escrevesse uma peça pra ele, este foi o inicio da nossa amizade.
A peça chamava-se Vai Fundo, Arturo Bandini, lembro-me que o Mario Bortolotto fez a sonoplastia pra nós, a Renata, minha esposa, fala até hoje desta sonoplastia: Walk on the Wild Side, DayDream, Sampa Midnight... infelizmente a fita com a sonoplastia foi “surrupiada” pelo também amigo Roberto Virginio. A peça é inspirada em Pergunte ao Pó e na figura do Reinaldão, um sujeito que, para burlar uma infância pobre, fodida, com um pai ausente, decidiu forjar um personagem: O Reinaldão. Reinaldão era o melhor em tudo, era o mais bonito, o mais rico, o mais talentoso. Lembro dele no bar Valentino sendo abordado por uma garota:
_ Ei, eu não conheço você de algum lugar?
_ Você assiste a novela das oito?
Ele costumava falar das varias fazendas de “papai”, oferecia carona as garotas em seu possante carro, quando elas aceitavam ele dava um jeito de sair a deriva e continuar a beberagem em outro canto da cidade, a pé.
“Vai Fundo...” era o Reinaldão na essência, era Bandini também, um Bandini chinfrin, abusado, cara de pau, um bufão pé “vermeio”.
Ninguém jamais desconfiaria que Reinaldo não era ator, ele simplesmente encarnava o personagem Victor Gonzaga, um jovem que deixa sua cidade e vai pra são Paulo no intuito de tornar-se um grande escritor, mas acaba tomando no rabo.  Fico pensando agora nesta coisa de responsabilidade sobre o que se escreve, até que ponto influencio as pessoas com o que escrevo. Reinaldo foi muito influenciado por esta peça, tanto que após a temporada em Londrina, ele foi pra são Paulo vender poesia em botecos... ele o Leonardo, Everton Bortotti, Adelmo, Ivan Petrocivh e Gilmar Buki. Uma das cenas mais comoventes que soube desta odisséia de Reinaldo por são Paulo é ele bêbado, correndo na Paulista, embaixo de chuva, chorando e pedindo desesperadamente: eu quero voltar pra casa!
Em 1995 ele voltou pra Londrina, sua amiga Stael Fernanda estava gerenciando a radio Transamérica FM, onde eu trabalhava como redator, Reinaldo foi pra lá trabalhar como vendedor. Ganhou grana, comprou boas roupas, afinal de contas tinha chegado a Londrina detonado de roupa, grana e rango.
Nesta época eu e ele bebíamos muito, cheirávamos muito, fazíamos tudo muito. Numa destas viagens entramos numas de abrir uma agência de publicidade em sociedade com o então usurário e ator Lazaro Câmara. Depois de seis meses  falimos espetacularmente.

Os empresários otários: Reinaldão, Lázaro e eu.

Foi por esta época, 1996, que ele conheceu sua esposa Cristiane. Lembro-me dele me falando da vergonha em leva-la pra conhecer sua mãe, que morava na periferia de Londrina, numa casa muito, muito humilde, cheia de crianças, numa rua sem asfalto. Mas ele acabou passando por cima de seus traumas e levou a Cris que conheceu sua mãe e logo em seguida foram morar juntos, isto é, o Reinaldo e a Cris.

Quando ele recebeu a grana de "acerto"da Transamérica, comprou um Fusca velho, o carro era tão detonado que ao passar sobre uma saliencia qualquer, a porta abria. Reinaldo que na época já usava óculos, deve ter perdido uns 30% da sua visão, dirigia o velho fuca, cegamente, até que um dia o bólido incendiou-se.

O Reinaldo, mesmo casado, insistiu durante um tempo em levar vida de solteiro, alem de ser muito folgado. Lembro de uma estória muito boa, ele se preparava pra tomar banho quando a COPEL vem pra cortar a energia elétrica por falta de pagamento. Reinaldo vai até o portão e convence o homem a esperar ele tomar banho, pois estava frio e ele queria banho quentinho. O homem esperou.
Eu e o Reinaldo fomos até uma clinica em Londrina onde sua mulher fazia exame para ver o sexo da criança. Era homem. Reinaldo e eu comemoramos a noite toda.
O filho recebeu o nome de Victor ( hoje com 12 anos), como Victor Gonzaga da peça. Anos depois ele teve uma filhinha que chamou de Vitória (hoje com 9 anos). Reinaldo tem ainda uma enteada, Letícia, 19 anos.

Na praia com os filhos: No colo Vitória, na areia Leticia e na esteira o primogênito Victor.

Na ultima década Reinaldo tornou-se um sujeito caseiro, gostava de ficar em sua casa nova curtindo os filhos e a mulher. Gostava de passar ferias com família em Florianópolis onde sua sogra, dona Beatriz, tem uma casa. Mesmo longe das noites, dos bares... não de todo naturalmente, ninguém é de ferro, mas nos últimos anos o Reinaldão era outra pessoa, mas continuava divertido, bem humorado e acima de tudo soube conservar a lealdade e admiração pelos amigos. Reinaldo não tinha inimigos, desafetos, nunca ficava ressentido a ponto de romper uma amizade. Em seus aniversários reunia todos os amigos. Todos.

 

 

Reinaldo versão familia: a esquerda Cris, sua esposa,ao lado dele Leticia e aniversariando Vitória.

 

Mesmo longe dos palcos, com quase quarenta anos, alimentava o sonho de remontar "Vai Fundo, Arturo Bandini".

Reinaldo perdeu a vida por pura incompetência dos Médicos do Hospital Universitário de Londrina, que cometeram uma série de erros nos diagnósticos, os médicos do HU pavimentaram a estrada de Reinaldão pro cemitério. Ele foi internado com pneumonia, mas os sábios médicos do HU entenderam ser pancreatite, e passaram a trata-lo de maneira errada, com medicamentos errados, tudo errado. Alem do mais, ganhou do HU uma bactéria que acabou matando-o.

Reinaldo alimentava para este ano o sonho de casar-se com Cris na igreja católica, mas, durante a internação, Cris descobriu que Reinaldo não era batizado, então, na terça feira, quando ele estava em coma, ela, por conta, batizou-o com agua da pia, no dia seguinte ele morreu. Sou ateu, mas numa situação com esta um gesto como este ganha outros significados, vai alem da mera fé e coisas como deus, céu, inferno...

A morte do Reinaldo, pra mim, ainda é um troço inaceitável, improvável, uma destas mortes que parece ter vindo na hora errada, pro cara errado, na verdade acho que a maioria das mortes prematuras deve ser assim... Ontem estive na casa dele, conversei bastante com a Cris, relembramos estórias do Reinaldo e a impressão que se tem é que o Reinaldo ainda está por aqui. Eu acho que tá.

 



Escrito por Márcio Américo às 15h17
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Em setembro fiz uma mini turnê pelo norte do Brasil: Cuiabá (MT), Ariquemes e Cacoal (RO). As apresentaçoes foram feitas atraves dos produtores Francisco Jr, o Nescau e seu fiel escudeiro Evander e em Cuibá pelo grande Alessandro e seu fiel mescenas Professor Arnaldo, a figura mais otimista que já conheci em toda minha vida, pra voce ter uma idéia, ele atende o telefone assim:

_ Que sejam boas noticias!

Alem disto, tem uma forma peculiar de responder a prosaica pergunta: como vai?

_ extasiado de felicidade!

Arnaldo foi uma espécie de anfitrião em Cuibá, já que o Alessandro ficou cuidado da produçao. Alessandro, que se revelou muito mais um amigo que um anfitriáo, me levou aos pontos turísticos de Cuiabá, entre eles a Chapada dos Guimarães.

Em Cacoal a apresentaçao foi no Teatro Municipal que estava lotado! Em Ariquemes a parada foi num pub e tambem foi muito legal, principalmente conhecer o proprietário, o Dedé, que tem histórias muito divertidas envolvendo algumas celebridades da música.

Logo estarei de volta, a idéia é chegar até Manaus.

Tenho bastante videos da viagem, acho que vou fazer um mini doc.

Ale, produtor em Cuibá e o otimista Arnaldo!

Na Chapada dos Guimarães.

Em Cuiabá, após a peça, fomos jantar no Lelis, um restaurante especializado em rodizio de peixes e rabo de jacaré.

 

Final da apresentaçao em Cacoal (RO). Teatro lotado.

Em Ariquemes (RO) a apresentaçao foi num pub que ficou fora da foto.



Escrito por Márcio Américo às 11h00
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Meu amigo Fernando Borghi, que conheci ainda na década de oitenta, quando ele e seu parceiro Tadeu, apresentavam um espetáculo de humor bem nonsense, era hilário porque a plateia nunca sabia quando eles estavam seguindo um texto ou quando estavam simplesmente improvisando... talvez nem eles soubessem, pois o Fernando agora esta fazendo tambem stand up, alem de apresentar um quadro de humor no programa Revista RPC, da Rede Paranaense de televisão, e ainda arranja tempo pra publicar umas tiras muito legais, onde o personagem central é um comediante de stand up, dia destes ele me pediu para lhe mandar uns roteiros onde eu fosse tambem personagem. O resultado, de uma das tiras é esse:



Escrito por Márcio Américo às 22h26
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COISAS QUE VOCE DEVERIA SABER SOBRE ADICÇÃO


Sou adicto, ou dependente químico, ou viciado, ou doente, não importa a denominação que você dê, a verdade é que desenvolvi uma doença complexa que me leva a consumir compulsivamente álcool, drogas ou qualquer coisas que ofereça a possibilidade de me abstrair temporariamente da realidade. Mas, muitas pessoas não tem ainda uma compreensão sobre esta doença, nem mesmo a ciência tem, para que você não pise na bola, não faça julgamentos precipitados e absurdos, aqui vão algumas informações úteis, afinal de contas, viciado, viado e artista, todo mundo conhece pelo menos um.

 

1- Adição é uma doença. Usar álcool e drogas é apenas um dos muitos sintomas desta doença.  Mentira, manipulação, ressentimento, apatia, egocentrismo, insanidade... também são manifestações desta doença. O doente precisa estar 24 hora por dia atento para brecar estas manifestações.

2- Adicção é uma doença, até este momento, incurável, portanto mesmo que eu esteja limpo, continuo sendo um adicto e posso manifestar um destes sintomas citados ai em cima.

3- O adicto não planeja o caos, através da doença ele planeja apenas consumir alcool e drogas, e, depois disto, a doença toma conta e a insanidade domina, por isto, TODOS adictos tem estórias escabrosas envolvendo: acidentes, prisão, assassinato, roubo, abandono, brigas, baixaria, violência...

4- Uma vez que o adicto entre na espiral álcool/drogas, somente ele poderá sair de lá através de uma tomada de consciência. Isto pode levar uma noite, uma semana, um mês ou anos. NINGUEM PODE FAZER ISTO POR ELE.

5- Somente o adicto tem o poder para brecar sua doença e mante-la estacionada. Nenhuma ação externa ajuda ou atrapalha a recuperação do adicto. Nenhuma ação externa ajuda ou atrapalha o adicto usar drogas. NINGUEM É CUMPLICE DO ADICTO, ele não precisa disto.

6- Ninguém conhece a dor do adicto, somente ele, portanto, procure não julgar o adicto por seu comportamento quando alcoolizado/drogado, este não corresponde a sua verdadeira personalidade, mas é a manifestação plena de uma doença terrível.

7- A maioria dos adictos são pessoas leais, generosas, inteligentes, criativas, são essencialmente humanistas, mas, quando estão sob efeito da doença, tornam-se o oposto disto.

8- Para o adicto uma dose é pouco e mil não bastam.

9- Vergonha, culpa e  medo são manifestações psicológicas próprias da doença, o que faz com que o adicto, depois de ingerir álcool/drogas, busque o isolamento. Tenho ouvido milhares de relatos de adictos que “hibernam” ou “internam-se” por dias, alguns por semanas.

10- Se você quer realmente ajudar um adicto, primeiro procure não julga-lo por seu comportamento sob efeito de álcool/drogas, depois, se ele manifestar desejo de mudar, encaminhe-o para um sala de Narcóticos Anônimos, ou, se for o caso, para uma internação. Um adicto em recuperação é um amigo pra toda vida.

11- Eu como adicto posso até pensar que um dia poderei beber ou me drogar socialmente, mas é auto-engano. A partir do momento que eu ingiro uma gota de álcool, a doença vai gradativamente tomando conta, começo primeiro bebendo escondido, depois vou assumindo publicamente, depois começo a justificar o porque bebo e uso drogas, em seguida as portas pro grande estrago estão abertas. A sequência é sempre esta, pra mim e pra todo adicto do mundo.

Sou adicto e tenho que viver um dia de cada vez, pra mim não existe NUNCA MAIS, existe apenas HOJE.

Hoje eu não vou beber.

Hoje eu não vou usar drogas.

Hoje eu não vou manipular, mentir, procrastinar...

Posso ficar limpo 10 anos, isto não quer dizer muita coisa, o importante é que eu fique limpo hoje.  Ontem já foi, amanha não existe, a parada é HOJE! Se eu ficar limpo hoje, posso ficar limpo a vida toda.

Eu estou limpo HOJE!



Escrito por Márcio Américo às 18h39
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Fim de semana bacana em Londrina. Na sexta feira fiz meu show solo no Ouro Verde que contou a presença do meu amigo Marcio Reiff, ele deu uma super canja. O show foi praticamente produzido pela minha mulher, Renata Bergamo, que é, mesmo que não sendo do meio, uma produtora das boas. Moveu todas as alavancas: imprensa, convites, contratou pessoas, organizou e abasteceu camarins...Parabens!

Meu filho Mateus (3 anos e meio) queria ficar no palco o tempo todo, mesmo explicando a impossibilidade disto, tive que chegar a um acordo, ofereci a ele a experiência do aplauso. ele topou e ao final do show subiu no palco e recebeu os prometidos aplausos. Fico me lembrando de alguns atores que comentam: pisiei no palco a primeira vez ainda criança....

No sábado encontrei meu brother Mario Bortolotto lá no Sebo Capricho, onde ele lançou seu livro de poemas Um Bom Lugar Para Morrer, que li durante o voo para sao paulo no domingo (depois escrevo sobre o livro), infelizmente nao fui ao show que a banda Saco de Ratos fez a noite na espaço Cemiterio de Automoveis, mas, pela cara do Fábio Brum pela manha (fomos pra sampa no mesmo voo) a coisa foi boa pra caramba.


Minha mulher Renata e meus filhos Gabriel e Mateus (com um pacote de batatas).

Durante a apresentação no Ouro Verde.

Meu filho Mateus recebendo os aplausos.

com meu amigo e parceiro Marcio Reiff.



Escrito por Márcio Américo às 08h56
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Hoje faço stand up em Londrina. Te vejo lá!




Escrito por Márcio Américo às 12h39
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O  DIA  QUE  FUI  ENTREVISTADO  NO  PROGRAMA  DO  JO  SOARES

Eu e meu amigo Cassiano.

Quando trabalhava com o Lazaro Camara viajando pelo Paraná, fazendo teatro empresarial, ficávamos imaginando as coisas que falaríamos no dia que fôssemos entrevistados pelo Jo  Soares. Pois ontem isto se concretizou. Ontem viajei a São Paulo para participar como entrevistado no programa do Jo Soares. A coisa começou mal, perdi o vôo que a produção havia previamente reservado pra mim. Comprei imediatamente outra passagem, da Gol, e consegui chegar com apenas 2 horas de atraso. A Selma, motorista da produção já estava lá me esperando com aquela plaquinha: Marcio Americo. Como eu me atrasei, fui direto pra Globo. Cheguei e era como se voltasse a casa dum amigo, o Dinho (diretor de produção), a Lucila Vassimon, os motorista, a figurinistas, todo mundo me recebeu super bem. Como da outra vez, quando estive lá gravando o Humor da Caneca, havia um camarim pra mim, com meu nome na porta.

Na porta do "meu" camarim. Foto do Cassiano.

O Camarin tem uma tv que exibe o que esta sendo gravado no estudio. Tem banheiro, sofás, poltronas e uma frigo bar com refrigerantes, sucos e agua e sobre este uma cesta de frutas, muitas frutas.

No interior do camarim com Derico, ele tem nas mãos o livro Meninos de Kichute e o cd da  banda Saco de Ratos.

Uma camareira passou minha roupa. Ziraldo era um dos entrevistados, conversei um pouco com ele e lhe dei um livro... ele não sabia o que era kichute. Agora sabe. Logo depois  encontrei meu amigo Cassiano que já havia chegado e, de alguma forma, conseguiu burlar a segurança e chegou aos camarins e ali ficou, pois era meu convidado. Na seqüência fui levado para o estúdio junto co Ziraldo, Russo e um advogado especializado em defesa do consumidor. A entrevista do Ziraldo foi muito divertida e serviu pra eu relaxar. Em seguida o entrevistado foi o advogado e então Jo anunciou minha entrevista, ele antes exibiu parte de minha participação no Humor da Caneca e então: Marcio Americo. Entre muito leve, tranqüilo, o cumprimentei, não dei beijinho, não tenho nada contra, mas não tenho intimidade suficiente com ele pra troca de beijinhos. Sentamos e a partir dali rolou um bate papo muito gostoso, Jo mostrou-se interessado nas informações sobre drogas, Cracolândia, dependência, recuperação... a platéia também riu muito, silenciou-se quando o papo era mais sério e ao final da entrevista, felizmente, a platéia exclamou entusiasticamente um aaaaaaaaaaah!  quando Jo anunciou o fim da entrevista. Meu amigo Cassiano comentou: Pô, você falou mais que o Jo!

Foto do Cassiano que estava na plateia.

Terminada a entrevista fiquei ainda um tempo por la trocando idéia com o Dinho, o pessoal da produçao e os motoristas. Pude falar um pouco com o Derico que tem um programa de blues e jazz na Rádio Eldorado FM 92,2 , o Jazz em Ponto, as 20:00hs, dei a ele um cd da Banda Saco de Ratos. Fui pro hotel com a sensação de dever cumprido.

Já no hotel. A foto é minha mesmo.

Eu havia planejado falar muitas coisas durante a entrevista, divulgar as peças, falar dos amigos, mas a conversa não pode ser administrada sob pena de ficar superficial e panfletária, então acabei não falando sobre teatro, falei pouquíssimo sobre o livro, sobre o filme, alguma coisinha sobre stand up, mas, mesmo assim considero a entrevista  muito boa.

Segundo a produção a matéria deve ir ao ar na primeira semana de agosto.

Valeu!

 

 



Escrito por Márcio Américo às 16h42
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Enfim, Gabriel. Ele deu um drible nas previsões profissionais e decidiu nascer ontem. Bem Vindo! O Mundo tem mais uma chance.

Mamãe quando eu crescer
eu quero ser adolescente
No planeta juventude
haverá vida inteligente?
Plantar livro, escrever árvores,
criar um filho feliz,
Um porquinho pra fazer de novo tudo o que eu já fiz

Ah! Quanto rock dando toque tanto Blues
e eu de óculos escuros vendo a vida e mundo azul...

(Dandy - Belchior)



Escrito por Márcio Américo às 09h24
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Neste sábado, dia dos namorados, apresento meu show de stand up para o público de Primavera do Leste, Mato Grosso, são 1200 km de Londrina até lá, mas, pelo que tenho conversado com o produtor, vai valer a pena.

Meu show solo tem 1:10h de duração e abordo temas complexos e edificantes como o index de palavras que remetem a pobreza, relacionamentos homem/mulher, as dificuldades da heterosexualidade, paternidade, televisão brasileira e claro, drogas, neste ponto abordo inclusive as diferenças entre o alcool e a maconha. Enfim um show que vai acrescentar muito ao seu background, senão, vai pelo menos te permitir rir pra caramba durante 1 hora e 10 minutos, o que não é pouco em se tratando de Brasil.



Escrito por Márcio Américo às 09h10
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Escrito por Márcio Américo às 10h09
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