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Blog do Márcio Américo


STAND UP SOLIDÁRIO

Desde que comecei minha carreira em teatro  nao  fiz nenhuma apresentaçao em prol de alguma entidade. Na verdade já havia pensado muito a respeito, de fazer alguma coisa assim, de "pagar" a minha parcela de culpa com minha principal moeda: trabalho. Semana passada pintou a chance de faze-lo. Eu e o ator e comediante Fernando Borghi fomos convidados a colaborar em um evento solidário. Estaremos nos apresentando no Lond'updo, uma noite de humor em prol Hospital do Cancer de Londrina. Portando, se voce também tá a fim de dar uma desbastada na velha culpa, apareça, vai te fazer um bem danado.



Escrito por Márcio Américo às 17h47
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Conheci a Martha Nowill há apenas dois anos, quando ela foi selecionada para fazer a "Jacira" no longa Meninos de Kichute. Hoje parece que faz muito mais que isso. Além de atriz disciplinadíssima e caristmática, tem um puta talento como produtora e tem sido uma amiga de verdade.

Martha está produzindo um novo espetáculo, texto do Carlos Galhardo: Meninas da Loja, direçao de Fernanda D'Umbra. Alguns atores/produtores de sao paulo já se tocaram que esperar fomento/incentivo, dinheiro púbico de qualquer natureza é sempre muito doloroso: expectativa, ilusões, decepção, entao estas pessoas passaram a criar recursos através de promoçoes. As Meninias da Loja - a festa, é um destes recursos. A exemplo do que  foi feito com a peça Brutal (Mário Bortolotto), esta também tem um objetivo nobre, além de reunir amigos, arrecadar fundos para a produçao do espetáculo.

Vá! COMPRE, o ingresso (15 e 20 reais) , and have a good time.

 ALEM DE TUDO, HOJE É ANIVERSÁRIO DA MARTHA: PARABENS!

No set: Nilton Bicudo, eu e Martha Nowill.

MENINAS DA LOJA - A FESTA

 - Studio SP - Rua Augusta, 591 - Centro -  às 22 horas



Escrito por Márcio Américo às 14h00
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Conheci a Martha Nowill há apenas dois anos, quando ela foi selecionada para fazer a "Jacira" no longa Meninos de Kichute. Hoje parece que faz muito mais que isso. Além de atriz disciplinadíssima e caristmática, tem um puta talento como produtora e tem sido uma amiga de verdade.

Martha está produzindo um novo espetáculo, texto do Carlos Galhardo: Meninas da Loja. Alguns atores/produtores de sao paulo já se tocaram que esperar fomento/incentivo, dinheiro púbico de qualquer natureza é sempre muito dolorosa: expectativa, ilusões, decepção, entao estas pessoas passaram a criar recursos através de promoçoes. As Meninias da Loja - a festa, é um destes recursos. A exemplo do que  foi feito com a peça Brutal (Mário Bortolotto), esta também tem um objetivo nobre, além de reunir amigos: arrecadar fundos para a produçao do espetáculo.

Vá! COMPRE, o ingresso (15 e 20 reais) , an have a good time.

MENINAS DA LOJA - A FESTA

 - Studio SP - Rua Augusta, 591 - Centro -  às 22 horas



Escrito por Márcio Américo às 14h00
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BRUTAL , O OVO DA SERPENTE

 

Tudo pode ter começado como uma brincadeira. Fim de churrasco. Amigos bêbados. Alguém começa a brincar com o litro de querosene, talvez apenas respingue gotículas no amigo chato, os outros gostam da brincadeira, e atiram mais algumas gotas, então, de repente, cria-se um pequeno método: se rir vai levar querosene. Logo haverá um deles encharcado. Brasas na churrasqueira. Alguém manuseará um ameaçador isqueiro. Já sente-se cheiro de carne humana queimada. A intolerância me parece seguir este mesmo trajeto. Tudo começa como uma brincadeira, como uma coisa que parece legal, que alivia a tensão. O espetáculo Brutal do meu amigo Mário Bortolotto narra com perícia esta trajetória. Um sujeito com grana e sem nenhum ideal na vida encabeça uma sub-seita, arrebanha pessoas, cria normas de convívio, de (a)moralidade, até que a intolerância, feito querosene, começa a espalhar-se por ali, o incêndio vem, e vem de uma forma brutal.

O espetáculo é construído de forma a não desviar teu foco do que está acontecendo. Há uma música, um troço que parece te pegar pelo colarinho e te dizer: Escuta Zé! Tudo é mínimo pra maximizar a informação. Não há blags, o riso é do tipo sardônico. Quanto ao time de atores... bem.... não vou cair na ratoeira inventada por algum critico de teatro que procura “destacar” o trabalho de tal ator. O que se vê em cena é um grupo coeso, cada ator trazendo muito de si, dando tudo, exaustos ao final da apresentação. Teatro é coletivo.

Brutal mostra como tudo pode começar como uma boa idéia pra salvar a humanidade, uma coisa simples, algo como: ama teu próximo como a ti mesmo. A frase é sinérgica. Atrai pessoas. Mas logo os cabeças começam a notar insatisfação, seus membros simplesmente não conseguem “amar ao próximo como a eles mesmos”, eles então dão o próximo passo, criar regras a fim de que, se não podemos amar ao próximo como a nós mesmos, poderemos pelo menos saber a quem odiar. Faz-se então uma lista de pessoas a serem odiadas: aqueles que comem carne em determinados dias, as que abortam, aqueles que não cortam a pele em volta do pau, os que aceitam transfusão de sangue, os que dão a bunda, que chupam pau, que cometem adultério. Pronto. Eu não consigo amar ao próximo, mas isto já é coisa do passado, o que importa agora é exterminar com aqueles que não aceitaram o código. O código é o fogo. Mas o código é frouxo também. Assassinar com uma arma é perdoável, mas assassinar um embrião sem nome nem CPF é passível de fogueira. Botar o pau na boca de uma criança de 10 anos, ejacular em sua cara, é uma coisa muito feia, mas sair por ai dando a bunda pra qualquer um de forma se possa te rotular de “gay”, aí o bicho pega: Fogueira. Se você se envolve numa pesquisa para a fabricação de novos armamentos para exterminar a raça humana, tá tudo certo, mas se vocês fizer pesquisa com células tronco para salvar a humanidade: a fogueira te espera. Mas o código pode ir além, e o código nem precisa apresentar a lei por escrito, ela é apenas sussurada de um ouvido ao outro: negros, asiáticos, russos precisam morrer. Assim funciona a intolerância. A intolerância nossa de cada dia.

Se você ainda acha que é possível ser inocente, talvez você não veja, mas tenha nas mãos um fósforo aceso. Brutal pode ser um sopro na direção da chama.

 

BRUTAL

Texto e Direçao Mário Bortolotto

Elenco:  Estevão, Manuela, Lu Caruso, Martha Nowil,   Walter Figueiredo

Espaço Parlapatões

Praça Roosevelt

Sextas Feiras à meia noite.

 

 



Escrito por Márcio Américo às 12h53
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