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Terça-feira fui informado pelo Eldo de que alguem deixou pra mim, lá no sebo no Bac, um envelope grande, eu já havia saído, o Eldo então deixou o envelope pra Marcinha no Parlapatões. Depois da apresentação da banda Fabrica de Animais, cansado, pensando em ir pra casa dormir, lembrei-me do tal envelope grande, endereçado a minha pessoa. Fui até lá. No caminho pensava: quem me deixaria um envelope grande? O que terá dentro? Documentos comprometedores? Chantagem? Um contrato? Chego ao Parlapatões e a Marcinha já me estende o envelopão. Não abri ali. Levei pro hotel. Cheguei a cogitar a possibilidade de ser uma bomba. Finalmente abro. Uma foto minha, grande, o rosto no escuro, fumo um cigarro, uso uma camiseta da rádio Transamérica e por cima uma camisa comum. Não reconheço o local da foto. Pela camiseta identifico a data, por volta de 96, 97, por aí. Quem tirou esta foto? Olho atrás e o mistério se desfaz: Zé Filho – Londrina - 1997. Zé Filho é um poeta e fotógrafo muito criativo, embora bastante tímido. Conheci o Zé Filho através do Reinaldão. Pra você entender a ponte, tenho que contar a historia da invasão dos poetas Londrinenses a cidade de São Paulo no início da década de 1990, uma saga repleta de sexo, sangue, lágrimas, maconha e pensões baratas. Mas isto é assunto pra outro post.
Escrito por Márcio Américo às 11h49
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O CASO BACTERIA A estória de que o Bac tem medo de cachorro já é publica e notória, mas, durante as filmagens de Meninos de Kichute, ele soltou outra pérola de sua biografia: _ Sofri acidente de ônibus... o ônibus CAPOTOU!!! Para ver estas curiosidades acesse: http://meninosdekichute.uol.com.br/site/assista/making-of.php e veja o mais novo making of do filme. Já estáo tambem disponiveis duas cenas deletadas alem de album com fotos do elenco, COMPLETO, todas seguidas de pequenas biografias.
Escrito por Márcio Américo às 11h45
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CIGARROS & CRIMES Ontem durante o show da banda FABRICA DE ANIMAIS, da minha amiga Fernanda D’Umbra, constatei o que muita gente tem constatado, o público da noite está a cada dia passando mais tempo nas calçadas do que nas casas. Porque? Pra fumar. E como o cigarrro tem esta coisa gregária, formam-se grupos solidários de fumantes, dezenas deles. Este na verdade é um dos poucos fatores positivos (?) desta tal lei, porque, no geral, esta, como todas as leis proibitivas, geram ilegalidades. A proibição de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos gerou além de pequenos contraventores, fabricantes de uísque caseiros, em sua maioria pais de família, músicos, sindicalistas, a Máfia. A proibição da cocaína gerou o tráfico de drogas nos morros, é bom dizer que a figura do narcotraficante como conhecemos hoje só apareceu graças a juíza Denise Frossard que botou na cadeia os bicheiros, mafiosos brasileiros que seguravam as pontas nos morros, e cuja ação se baseava puramente no jogo do bicho, com a saída deles, os traficantes tomaram conta. Cada um deve ter um pôster dela no quarto. Mas com dizia, toda lei proibitiva gera uma nova ilegalidade e muitas vezes esta proibição é até amena, mas gera ilegalidade. Alguns medicamentos feitos a base de anfetaminas, são proibidos, ou melhor, só podem ser comprados através de receita médica, aí que esta proibição gera uma ilegalidade no mínimo inusitada: pessoas que querem esta droga, apelam para médicos que vendem estas receitas. Não pense que quem compra estas drogas são junkies, não, são donas de casa, mulheres de 30 a 40 anos que na ânsia de emagrecer, apelam para o medicamento. Essas mulheres, a maioria, tem que exporem-se a médicos filhos da puta que, em muitos casos, assediam-nas sexual e moralmente. Toda proibição gera ilegalidade. O melhor seria liberar geral. Tudo. E não me venha com o argumento de que teremos um país de malucos. O álcool é liberado e nem por isto a população anda bêbada noite e dia, a não ser o Jaguar. Mas não podemos ficar só no desejo, é preciso que este movimento para a liberação geral tome corpo, pois as pessoas do outro lado, os fundamentalistas, estão trabalhando a todo vapor, inclusive agora, pra te proibir de mais alguma coisa, até que nossas vidas sejam emulação do christianism way of life.
Escrito por Márcio Américo às 14h41
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