Consegui finalmente editar o video de minha apresentação no Coletivo Galeria. Na noite, talvez a mais fria do ano, rolou um puta acústico com a banda Saco de Ratos: Mário Bortolotto, Marcelo Watanabe, Fabio Brun e Flavio Vajman. Paulão (Velhas Virgens) deu uma bem vinda canja.
Semana boa em São Paulo. Reuniões de gente grande, tudo apontando pro lançamento do filme que está cada dia mais próximo.
Muitas pessoas tem me perguntado pra quando está previsto este lançamento, e, de acordo diretrizes recente, a data de estéia é 13 de novembro de 2009.
Terça feira fui ver mais uma vez a catarse coletiva que é o show da banda Saco de Ratos.
Antes da música “Velho Quarteirão” (é isso?), o Mario Bortolottome deu chance de ler um texto que gosto muito e que fala de nosso tempo em Londrina, anos 80, livros, planos e verborragia regada a vinho da adega União. O texto tá no final deste post.
Segunda feira terminei de ler o PORNOPOPÉIA, o catatau sexo-drug-literário de Reinaldo Moraes. A narrativa é deliciosa, rápida e cheia de uma disfarçada sofisticação e erudição.
Zeca é um maluco que depois de meter-se numa seita indiana que atende por bagahbagahdogah (repita), acaba envolvendo-se num torvelinho alucinado de sexo, drogas e violência. Destaco aqui a invenção reinaldiana do narrador fake, embora ele se pareça muito com o próprio Reinaldo Moraes, ele deixa claro não ser o próprio, e sim uma voz, um ser, uma entidade, que, a todo momento conversa com um tal de você, que eu, bestamente, acreditei tratar-se de minha pessoa: o leitor, mas não é, o tal você, com quem o narrador conversa e acerta inclusive detalhes da finalização do livro, é na verdade o próprio Reinaldo Moraes. Num dado momento o narrador cita o livro “Mulheres” de Charles Bukowski, e, cinicamente pergunta ao seu interlocutor:
_ Foi você quem traduziu, não foi?
O livro, apesar do tamanho, são 475 páginas, não assusta, não cansa, é prosa gostosa e adrenalínica. Pra ser lido, bebido ou aspirado.