Hoje volto com meu espetáculo de stand up comedy. A apresentação de hoje conta com alguns textos novos. Começa as 23 horas na Vila Cultural Cemitério de Automóveis, Rua João Pessoa 103.
A estréia do meu espetaculo de stand up rolou dia 23 de junho no espaço cultural Cemitério de Automóveis em Londrina. O vídeo com os melhores momentos será postado em breve, o Silvano Brito, cinegrafista e "movie maker" está em fase de adpatação a sua nove residência, fato este que o impossibilitou momentaneamente de localizar os dvds, mas tão logo ele se estabeleça, os vídeos serão postados, por enquanto vocês ficam com as fotos deste evento que contou com a presença marcante da nata cultural londrinsense além de convidados vips, enfim, um evento como poucos e para poucos.
Da esquerda (alto) para a direita: Reinaldo e esposa, Ana Paula Darros, Andre Azzoline e sua mãe, o baterista e brother Edu Batistella, Tatá, a organizadora do evento e minha comadre Chris Vianna, o movie maker e irmão Silvano Brito, minha amiga e "laugh maker" Luciana R. Rossi, Dani Campregner e o "personal psico" Rafael.
Éramos um duros fodidos, morando mal e comendo pior ainda, vagamos pela madrugada fazendo mágica pra beber a noite toda com apenas vinte reais no bolso (sem contar a condução). Estávamos em cartaz no Centro Cultural São Paulo com o espetáculo Medusa de Ray Ban: Mário Bortolotto, Clovis Bezerra, Pedro Fiori, Everton Bortotti e Níveo Diegues. Por esta época pude me aproximar mais do Everton que já conhecia em Londrina por sua atuação frente ao grupo de teatro Concab e seu mega espetáculo I NÓIS? Everton é um adorador ferrenho de um tipo de música que não sei como rotular, afinal de contas dizer que se trata de música brega seria generalizar e banalizar um gênero com suas próprias injunções e conceitos. Foi ele que me apresentou alguns expoentes do gênero: Sandro Lucio, Carlos Alexandre, José Orlando, Barto Galeno e o ícone maior, ocantor, compositor, músico e rei do gênero: Adelino Nascimento, todos eles herdeiros consangüíneosdo legado de Paulo Sergio, Antonio Marcos e Waldick Soriano. Às vezes passava horas em seu minúsculo quarto ouvindo as pérolas do Rei Adelino, Everton, ocasionalmente, mostrava um choro sentido e teatral.
Veja as pérolas de Adelino:
Sei que o tempo se passa
Você fica achando graça
Quando escuta eu cantar
Eu vou te dar um conselho
Olha eu não sou espelho
Pra você vir se mirar
Ou ainda:
Veio o destino conduzindo um mau-conduta
Fez Adalgisa se esquecer de mim
Passei seis anos dando uma volta no mundo
Mas deste amor, juro que nunca esqueci
Por causa das carícias que me fez
Eu retornei à terra que eu nasci
Vim pra dizer que ainda te amo
Só que eu não posso te fazer feliz
Os meus olhos alta hora estão chorando
Te dar adeus é coisa que eu nuca quis
Hoje em dia não rolo pela madrugada, não estou em nenhum espetáculo com amigos, já não preciso voltar pra casa a pé e sempre sobra algum pra bancar meu suco ou red bul com guaraná, Clovão tenta voltar ao showbusiness através do famoso “alittle help from my friends” e oEverton está recluso em sua casa, não quer mais saber de teatro, apenas escreve, bem pra caralho, um destes sujeitos que descobriu uma forma própria de por as coisas no papel. Parece que chegaram outros tempos, sem aviso.
Pra fechar a conta fico sabendo por este blog que o grande Adelino Nascimento morreu.
Pra quem nunca teve a chance de ouvi-lo, aí vai um vídeo de despedida do rei da praça da Sé, do imperador dos subúrbios, do príncipe dos suburbanos em geral, com vocês: ADELINO NASCIMENTO. Esta é pra você Vertão!